quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MCTI seleciona laboratórios para integrar sistema de nanotecnologia

O ministério lançou uma chamada pública, aberta até 21 de setembro, para selecionar o primeiro grupo a integrar o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (Sisnano).

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou uma chamada pública, aberta até 21 de setembro, para selecionar o primeiro grupo a integrar o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (Sisnano) - rede criada para estruturar e ampliar o acesso de cientistas e empresas à infraestrutura de pesquisa básica e avançada com matérias de tamanho atômico.
 
Instituído pela Portaria 245, de 5 de abril, e regulamentado pela Instrução Normativa 2, de 15 de junho, o Sisnano tem formato multiusuário e vai garantir aos laboratórios que o integrarem prioridade nas políticas públicas de apoio à infraestrutura e à formação de recursos humanos, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti). Associada ao Plano Brasil Maior, a nanotecnologia é considerada uma área estratégica para o desenvolvimento do país, com inúmeras aplicações industriais.
 
O Sisnano está sob responsabilidade da Coordenação-Geral de Micro e Nanotecnologias (CGNT), da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI (Setec). O formulário para submissão de propostas está disponível na página do sistema (http://www.mcti.gov.br/sisnano) e deve ser enviado nas versões digital, por e-mail, e impressa, para o endereço da CGNT, em Brasília.
 
Após selecionar os laboratórios, o Comitê Consultivo de Nanotecnologia (CCNano) e a CGNT vão discutir as condições, caso a caso, para os candidatos integrarem o sistema. Feito isso, as partes se comprometem a assinar um acordo de cooperação técnico-científica. Segundo a coordenação, o perfil do conjunto de laboratórios integrados ao Sisnano vai definir a política de financiamento, o volume e a distribuição de recursos para a rede.
(Ascom do MCTI)





 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Congresso Brasileiro de Tecnologia Enzimática


Desta vez, sob a coordenação do prof. Jürgen Andreaus, o evento será em BLUMENAU-SC.
Confira o site oficial:

www.furb.br/enzitec2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

Portal Inovação do MCTI

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (mcti) criou o Portal da Inovação que é um espaço para encontrar as demandas tecnológicas de um determinado nicho mercadológico. É um espaço criado para que os atores: a Academia, o Governo e os Empresários possam discutir sobre Inovação Tecnológica. Faça o seu cadastro, é gratuito.

Site: http://www.portalinovacao.mct.gov.br/pi/#/pi

VII Encontro da Rede de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Biocombustíveis de Minas Gerais

Site: http://ermb.cnpms.embrapa.br/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Política especial para nanotecnologia vai estimular aplicação da pesquisa na indústria

Esforço conjunto de oito ministérios caminha para a edição de portaria que vai criar um conselho consultivo para definir as diretrizes do governo para a nanotecnologia, como é conhecida a capacidade tecnológica de manipular a matéria de tamanho atômico, de 1 a 100 nanômetros - cada nanômetro tem um milionésimo de milímetro, ou seja, uma unidade 10 mil vezes menor que o diâmetro do fio de cabelo.

A intenção do governo é estimular a pesquisa básica, a pesquisa aplicada na indústria e o desenvolvimento de materiais em diversos ramos de atividade produtiva, como a indústria têxtil, eletrônica, farmacêutica, de cosméticos e de plástico, além de agricultura e produção de energia.

O conselho consultivo vai arbitrar sobre a proposta que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deverá fechar até março para o segmento. Segundo a Estratégia Nacional do MCTI, lançada no ano passado, a proposta tratará da formação de pesquisadores e da infraestrutura dos laboratórios de pesquisa; criará políticas para aumentar o número de empresas que desenvolvem nanotecnologia; e estabelecerá parâmetros para a cooperação internacional.

Além disso, a estratégia prevê a criação do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanociências e Nanotecnologias (SisNano) para aumentar a interação entre os pesquisadores. "É preocupação do atual ministro [Marco Antonio Raupp] nós estabelecermos uma governança do sistema", revela o físico Adalberto Fazzio, coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI.

Segundo ele, o desenvolvimento industrial do País depende de pesquisa e investimento em nanotecnologia. "Se nós queremos inovação, se queremos uma indústria de manufaturados forte, temos que ter uma tecnologia forte. Hoje, isso passa por ter a nanotecnologia", defendeu em entrevista.

O MCTI conta com 16 institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs) dedicados a estudos de nanotecnologia, o que representa cerca de 13% dos INCTs, além de mais dez unidades de pesquisa atuando na área. De acordo com o Panorama da Nanotecnologia, publicado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Indústria (ABDI), 2.242 pesquisadores brasileiros escreveram 833 artigos científicos entre 2005 e 2008 a respeito do assunto; e quase 70% dos artigos são de pesquisadores vinculados a universidades e institutos de pesquisa de São Paulo, sendo 204 artigos da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Fazzio, os pesquisadores "estão sedentos por interagir com as empresas". A intenção do MCTI é aportar investimentos na melhoria e aquisição de equipamentos para os laboratórios dos institutos e universidade, e estimular parcerias com empresas que buscam inovação em nanotecnologia.

A disposição do governo é bem vista na indústria. Para o diretor de Assuntos Industriais da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Marcelo Kós Silveira Campos, a política de nanotecnologia "deve envolver o desenvolvimento tecnológico e também focar o mercado". Ele espera que a iniciativa resulte na elaboração de um marco regulatório para pesquisa e uso de nanotecnologias. Ainda são pouco conhecidos os riscos potenciais à saúde humana e animal e ao meio ambiente com o desenvolvimento das nanotecnologias.

Ele lembra que o País ocupa uma posição pouco expressiva no desenvolvimento de nanotecnologias. "Há distâncias no País entre o desenvolvimento científico e o passo seguinte necessário para transformar isso em alguma funcionalidade e depois transformar em inovação", lembra.

Mais de 600 empresas informaram desenvolver atividades relacionadas à nanotecnologia à Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), feita pelo IBGE em 2008. Conforme a ABDI, o Brasil é o 25º país no ranking mundial de nanotecnologia. "Observa-se um reduzido número de empresas que incorporam nanotecnologias em seus produtos ou processos ou que fabricam nanomateriais [...] Esse fato tem forte relação com a posição pouco expressiva do Brasil em relação ao seu portfólio de patentes", descreve a ABDI na publicação 'Panorama da Nanotecnologia'.

Fonte: Jornal da Ciência 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O instituto de Pesquisas Tecnologicas investe em ramo recente da Ciência

No segundo semestre, a estatal pretende inaugurar oficialmente seu primeiro laboratório de bionanotecnologia.


Quando uma empresa de tecnologia perde a corrida por um segmento de mercado, uma estratégia que pode adotar para retomar a dianteira é investir em uma área nova e com poucos competidores. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), estatal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, decidiu adotar essa estratégia para atrair mais parcerias e reforçar sua receita anual, de R$ 200 milhões em 2011.

No segundo semestre, a estatal pretende inaugurar oficialmente seu primeiro laboratório de bionanotecnologia - um ramo da ciência que começou a ganhar ímpeto no mundo em 2010 e tem um potencial de geração de receita global de US$ 2 trilhões a US$ 3 trilhões por ano. "Nossa estratégia consiste em entrar em uma área nova no mundo inteiro, com pouca concorrência, para acelerar o processo de inovação no País", afirma João Fernando Gomes de Oliveira, presidente do IPT.

O executivo afirma que já firmou contratos com companhias privadas, avaliados entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões no total, para desenvolver pesquisas. A expectativa é chegar a R$ 10 milhões em contratos até o fim do ano e atrair investimentos de R$ 45 milhões a R$ 47 milhões em cinco anos. Entre as empresas com projetos na área de bionanotecnologia com o IPT estão Oxiteno, pertencente ao Grupo Ultra, Vale, Petrobras e Raízen, joint venture formada pela Cosan e a anglo-holandesa Shell.

As pesquisas serão realizadas sempre com três fontes de recursos, divididas de forma igualitária: investimento de empresa privada, subvenção do governo e recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). As empresas e estatais deverão compartilhar a gestão das patentes geradas a partir das pesquisas.

No foco do IPT estão pesquisas que preveem o uso da bionanotecnologia nas áreas de energia, química, petroquímica e farmacologia. O foco de trabalho é bastante específico: o interesse do IPT é unir os conhecimentos de nanotecnologia e de biotecnologia para desenvolver novos processos de produção industrial. E produzir em larga escala dispositivos e equipamentos para as indústrias interessadas em adotar esses novos processos. "Como são procedimentos novos, as indústrias não encontram equipamentos no mercado", afirma Oliveira.

Para montar o laboratório, o IPT investiu R$ 46 milhões em dois anos - R$ 21 milhões foram usados na construção de um prédio novo no IPT, com 8 mil metros quadrados de área. A obra ficou a cargo da Esquadro Construtora, vencedora da licitação. Os outros R$ 25 milhões vêm sendo usados na aquisição de equipamentos.

O IPT também recebeu autorização do governo estadual para contratar por concurso público 250 profissionais, sendo 100 pesquisadores com experiência na área de bionanotecnologia. Do total de pesquisadores aprovados, 60 já foram contratados. A expectativa é de que o restante seja incorporado no segundo semestre, quando a nova unidade estiver pronta para operar.

O laboratório representa um ponto de virada na história recente do IPT. O Instituto foi fundado em 1899, com o foco no desenvolvimento de pesquisas voltadas ao aprimoramento industrial. Na década passada, a estatal passou por momentos difíceis, recebendo investimentos mínimos do governo estadual (R$ 2 milhões a R$ 5 milhões ao ano) e sem contratações.

No fim da década, o IPT desenvolveu um plano de metas para revitalizar a área de pesquisas e atrair mais parcerias com empresas privadas e reforçar seu caixa. O plano foi submetido aos governos estadual e federal e, em 2009, a estatal recebeu um investimento de R$ 100 milhões, sendo R$ 57 milhões do governo do Estado de São Paulo e R$ 43 milhões do BNDES.

Os recursos foram usados na construção de três laboratórios, incluindo o de bionanotecnologia, e em reformas em 19 unidades. O orçamento anual do IPT é de R$ 200 milhões, sendo R$ 100 milhões obtidos com a prestação de serviços a empresas. Verbas de governo representam a outra metade. Por ano, o Instituto atende a uma média de 3,5 mil companhias de todos os segmentos industriais.

Fonte: Jornal Valor Econômico, Jornal da Ciência de 3 de fevereiro de 2012.

Brasil contabiliza mais de 180 pedidos de patentes em nanobiotecnologia

Estudo divulgado nesta semana pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) apontou que entre 2000 e 2008 foram contabilizados 186 pedidos de patentes publicados no Brasil em nanobiotecnologia.


De acordo com o relatório, as solicitações realizadas no País são, em sua maioria, de origem estadunidense. Trata-se da publicação "Cenário mundial do patenteamento em nanobiotecnologia de 2000 a 2008", que identifica os principais depositantes dos pedidos de patentes na área. O relatório traz também a distribuição de suas nacionalidades, o que permitiu avaliar o percentual de participação dos países em relação a depósito de documentos de patente em nanobiotecnologia no mundo.

A ideia é mostrar a evolução da nanobiotecnologia, a partir de documentos de patente publicados na área, além de fornecer informações singulares que potencialmente podem subsidiar as pesquisas em andamento no País, bem como a política científica e tecnológica no setor.

De acordo com a publicação, a maioria dos pedidos publicados no INPI é dos Estados Unidos, com 30% de participação, seguidos pela França, com 16%. O Brasil responde por 15%. Ainda segundo o estudo, 53% dos depositantes de pedidos têm natureza jurídica. Universidades respondem por 24% do total; pessoa física por 19%; e órgãos do governo por 4%.

Fonte: Abipti, Jornal da Ciência de 31 de Janeiro de 2012.